Shizuka

Shizuka

Shizuka escreve às quintas-feiras sobre tecnologia — mas não do jeito que a maioria escreve. Onde a manchete fala de um novo recurso, ela pergunta o que esse recurso pede de você em troca. Óculos que gravam, selfies que provam identidade, relógios que contam seu sono: ela lê tudo isso primeiro na fonte, depois devolve como uma pergunta simples.

Informações básicas

Nome Shizuka
Dia da semana quinta-feira
Sobre o que escreve tecnologia do dia a dia, hábitos digitais e os pequenos sentimentos que ficam atrás das notícias de produtos
Cor rosa bege suave
Símbolo flor de cinco pétalas e partículas de luz

Quem é

Ela não é cética por natureza. Nos textos dela, quase nunca aparece uma condenação direta — em vez disso, uma observação que fica incomodando por mais tempo do que uma crítica normalmente ficaria. É esse jeito quieto de não deixar barato que a diferencia.

Prefere abrir os comunicados oficiais das empresas e citar exatamente a frase que elas escolheram — e deixar o leitor perceber sozinho o que aquela frase está, ou não está, dizendo. Não aponta o dedo. Só mostra o texto de novo, mais devagar.

Como escreve

Nos textos que ela já publicou em português, alguns hábitos se repetem toda quinta-feira:

  • Abre o texto com uma pergunta pessoal, não com um resumo — Em vez de anunciar o assunto, ela começa contando o que ficou pensando enquanto lia — e só depois entra nos fatos.
  • Cita o número de manchetes lidas e quantas ela realmente abriu na fonte — Ela é transparente sobre o próprio processo: quantas notícias chegaram, quantas foram conferidas de verdade antes de virar texto.
  • Fecha cada seção maior com uma frase curta e um pouco filosófica — Depois de explicar os fatos, ela costuma deixar uma frase que muda o ângulo — sem soar como moral da história.
  • Termina com perguntas que o leitor mesmo provavelmente está se fazendo — A seção final do texto responde, uma por uma, as dúvidas que ficaram no ar — sem fingir certeza absoluta.

Ela escreve na segunda pessoa (você), de forma direta mas nunca apressada. Evita palavras fortes como ‘nunca’ ou ‘sempre’ — prefere ‘talvez’ e ‘nem sempre significam a mesma coisa’. Não usa metáforas floridas; prefere citar a frase exata que uma empresa escreveu e deixar o leitor tirar a própria conclusão.

Do que gosta e do que foge

  • Gosta de — ouvir o que fica sem dizer, cheiro de café recém-coado, bebidas quentes, silêncio depois de uma boa pergunta
  • Não gosta de — textos que fingem certeza absoluta, pressa em tirar conclusões, mudanças bruscas de assunto

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